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A internet já se tornou a mídia mais importante na vida dos jovens entre 25 e 34 anos, de acordo com a pesquisa mensal de audiência divulgada pelo Ibope eRatings. Enquanto a média dos internautas navegou 10 horas e 47 minutos no mês, essa faixa permaneceu por 13 horas e 47 minutos conectada.
A pesquisa Ibope só contabiliza os acessos residenciais, o que leva a crer que o número é muito maior, já que essa faixa da população normalmente tem outras formas de acesso no trabalho, por exemplo.
O tempo de conexão dos jovens brasileiros supera praticamente o todos os países europeus e coloca o Brasil como um dos líderes mundiais em tempo de navegação. No caso da faixa entre 12 e 17 anos, que ficou 13 horas e 20 minutos conectada no mês de junho, o tempo de navegação supera o dos franceses (11 horas e 12 minutos), dos ingleses (11 horas e 18 minutos ) e dos espanhóis (11 horas e 17 minutos).
A audiência doméstica da internet brasileira caiu ligeiramente no mês de junho quando comparada ao mês de maio. Segundo a pesquisa mensal do Ibope eRatings, foram 7,92 milhões de usuários ativos contra 7,96 milhões no mês anterior. A diferença, de 0,5 ponto percentual, é considerada praticamente uma estabilidade.
A audiência da internet no país vem crescendo sistematicamente desde o início do ano. Em maio, a medição atingiu o recorde desde o início das pesquisas Ibope, em setembro de 2000. O número cresceu 2,5% em relação a abril.
Segundo ele, a queda de 0,5 ponto na audiência doméstica não preocupa, mas as atenções do instituto se voltam para as próximas duas medições.
- Queremos acompanhar o quanto o reajuste nas tarifas de telefonia vai afetar a audiência de julho e agosto - afirma.
O reajuste foi divulgado no dia 29 de junho, mas foi suspenso dias depois pela Justiça e liberado na última sexta-feira pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), em índices menores, que valerão para as contas de agosto.
Desde o início de julho, no entanto, os reajustes ocupam a mídia, o que pode influenciar a decisão dos internautas, temerosos de saltos na sua conta telefônica, avalia o executivo.
De acordo com Coutinho, a alta taxa de penetração da internet nas classes A e B, aliada ao desaquecimento da economia e aos altos índices de desemprego devem levar a audiência da web brasileira a menores índices de crescimento nos próximos meses. |